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10/06/2025

Trilha ecológica na Serra do Japi: uma imersão na biodiversidade local!

Grupo 1 durante a trilha

Na Semana do Meio Ambiente, a Construtora Santa Angela, por meio do Comitê Ambiental interno, promoveu uma experiência especial e transformadora. Durante três dias, grupos de colaboradores participaram de uma trilha ecológica na Serra do Japi, em Jundiaí, uma das áreas mais importantes de preservação natural da nossa região. 

A trilha escolhida foi o Circuito Base Ecológica – Mirante, com 6 km de extensão e nível médio de dificuldade. O percurso levou os participantes até o alto do Mirante da Serra, a 1.185 metros de altitude. Lá, foi possível apreciar uma bela vista da cidade, ainda que parcialmente encoberta pela vegetação, e conhecer o antigo Observatório Astronômico Kiko de Matheo, atualmente fechado. 

Mais do que uma simples caminhada, a trilha ofereceu um verdadeiro respiro na rotina, proporcionando bem-estar, conexão com a natureza e a chance de conhecer a rica biodiversidade que cerca a nossa cidade. 

De acordo com a dra. Mirena Ferragut Gallo, gerente Executiva Jurídica e ESG da Santa Angela, o objetivo do Comitê Ambiental é importantíssimo e urgente. “Pensando neste momento que estamos vivendo, ele tem um caráter fundamental, que é o de contribuir com a expansão de uma consciência coletiva sobre as consequências sistêmicas do que fazemos”, explicou. Para ela, que é presidente deste comitê, a conscientização favorece o exercício de pensar em como minimizar estes impactos, no dia a dia da organização.

“E essa é a primeira grande razão do Comitê Ambiental existir”, reforçando que o comitê é multidisciplinar, com profissionais de todas as áreas da empresa. “Cada um traz a sua visão sobre o tema e isso é enriquecedor para ampliar a consciência sistêmica da própria empresa”, completou.

A trilha na Serra do Japi, segundo a dra. Mirena, foi promovida para sensibilizar as pessoas para os desafios das mudanças climáticas. “Ano passado, fizemos um evento no CIESP para falar justamente sobre isso e sensibilizar as pessoas por meio de palestras. Mas este ano, a ideia foi promover uma vivência: levamos os colaboradores para a Serra do Japi para conectá-los com a natureza, para que aprendessem um pouco mais sobre as conexões e os ecossistemas”, explicou. “Quando a gente se depara com um sapinho, pequenininho, que só existe na Serra do Japi, e consegue dimensionar o quanto ele é sensível e dependente daquele ambiente ambiental para que possa existir, entendemos que qualquer movimento nosso é relevante”, ponderou, reforçando que essa conscientização fará a diferença no dia a dia de cada um. “Assim, as pessoas vão interiorizar que a valorização da vida, independente da forma de vida, é um dever de todos nós”, completou a presidente do Comitê Ambiental. 

Grupo 3

Borboletas raras e encantadoras 

Logo nos primeiros trechos, os participantes avistaram algumas espécies de borboletas. A Serra do Japi abriga uma das maiores diversidades de lepidópteros do estado de São Paulo, com mais de 800 espécies registradas. Entre elas, destacam-se a Pseudoscada Erruca, conhecida como borboleta-asa-de-vidro, com asas quase translúcidas e aparência delicada, e a Actinote Parapheles, de coloração vibrante. Além de encantarem pela beleza, essas espécies são indicadoras da qualidade ambiental do local.

Pseudoscada Erruca

Actinote Parapheles

Encontro com sapos e curiosidades da fauna 

O trajeto também reservou encontros surpreendentes com a fauna local. Uma das espécies observadas foi o Braquicephalus, conhecido como sapinho-pingo-de-ouro, minúsculo, colorido e símbolo da conservação da Serra. Também foi avistado o Rhinella Ornata, popularmente chamado de sapo-da-floresta ou cururuzinho, típico da Mata Atlântica. 

Braquicephalus

Rhinella Ornata

Flora medicinal e histórica 

A diversidade vegetal da trilha chamou atenção dos grupos. Algumas das plantas encontradas possuem propriedades medicinais ou importância histórica para a região. O fruto do Gravatá, também conhecido como bananinha-do-mato ou caraguatá, é comestível e utilizado na preparação de xaropes. A Cânfora, famosa pelo cheiro característico presente em pomadas, é usada para aliviar dores, inflamações e congestões nasais. Outra planta curiosa observada foi a Mansoa Alliacea, conhecida como cipó-alho. Trata-se de uma PANC (planta alimentícia não convencional) com aroma semelhante ao alho. 

Gravatá

Cânfora

Mansoa Allicea

A imponente Samambaia-açu encantou todos: considerada a maior samambaia da Mata Atlântica, pode atingir até 10 metros de altura, lembrando uma palmeira. 

Samambaia-açu

Durante o trajeto, o grupo também passou por uma charmosa bica de água não potável, cercada pela natureza e de grande beleza. No retorno, o trecho exigiu mais preparo físico, com subidas íngremes que tornaram a experiência ainda mais gratificante.

Bica de água não potável

Grupo em uma subida íngreme

Outro registro especial foi o de sementes de café, lembrando o passado cafeeiro da região.

Sementes de café

Parada na Casa do Conserveiro

No caminho, os colaboradores passaram pela Casa do Conserveiro, um espaço inaugurado em março de 2015, que serviu por muitos anos para abrigar o responsável pela manutenção e conservação das estradas e trilhas da serra, que atualmente serve como um ponto de apoio para o trabalho de preservação ambiental.

Porta da Casa do Conserveiro

Encerramento no Mirante da Serra 

O ponto final da trilha foi o Mirante da Serra. A 1.185 metros de altitude, os colaboradores encerraram a jornada com uma vista especial de Jundiaí. O momento foi marcado por contemplação e conexão.

Grupo 1 no Mirante da Serra

Vista parcial de Jundiaí

Conexão e consciência ambiental 

Mais do que uma atividade ao ar livre, a trilha foi um convite à reflexão sobre nosso papel na preservação do meio ambiente. Conhecer a fauna e flora da Serra do Japi e caminhar por seus caminhos despertou nos participantes um sentimento de pertencimento e respeito pela natureza. A todos que participaram, fica o nosso agradecimento. Que essa experiência tenha inspirado novas atitudes em prol do meio ambiente e deixado memórias para toda a vida.

Grupo 2 na bica de água não potável

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