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05/12/2025

Santa Angela promove evento sobre Acessibilidade Arquitetônica e reforça compromisso com inclusão e responsabilidade social

O departamento de Arquitetura da Construtora Santa Angela promoveu, no dia 3 de dezembro — data em que se celebra o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência — um evento especial dedicado ao tema Acessibilidade Arquitetônica. A iniciativa teve como propósito envolver toda a empresa em um assunto que impacta diretamente a rotina da construtora e a vida das pessoas que irão morar nos empreendimentos.

O arquiteto André Romagosa foi quem idealizou o evento. Ele ressaltou a importância de disseminar a mensagem sobre acessibilidade para todos os colaboradores, não apenas para a equipe de arquitetura. “Como sou da equipe de Arquitetura, vivemos essa preocupação todos os dias, mas resolvemos promover este evento para envolver todas as pessoas, compartilhar essa mensagem para que todos entendam o que é a acessibilidade e, assim, consigamos construir um mundo melhor mais acessível e inclusivo para todos. Esse é o nosso objetivo”, explicou.

A palestra foi conduzida por Eduardo Ronchetti, especialista e referência nacional em acessibilidade arquitetônica. Com uma abordagem humanizada, ele destacou que implantar acessibilidade não é apenas cumprir normas, mas transformar a cultura dos projetos para garantir conforto, segurança e inclusão. “A falta de acessibilidade mostra que a pessoa com deficiência não é bem-vinda naquele ambiente”, alertou. Segundo ele, adaptações não devem ser feitas sob demanda: “A edificação deve estar preparada para receber todas as pessoas, e não o contrário”. Ronchetti reforçou ainda que a deficiência não está no indivíduo, mas nas barreiras físicas e atitudinais impostas pelos espaços.

Durante sua apresentação, trouxe dados que reforçam a relevância do tema. “No Brasil, 52 milhões de pessoas têm alguma deficiência. Esse número equivale à população da Espanha e supera países como Argentina, com 46 milhões de pessoas e Canadá, com 39 milhões”, destacou. Para o especialista, acessibilidade é um direito da pessoa com deficiência, uma responsabilidade das empresas e uma oportunidade de mercado. Ele apresentou cases inspiradores e lembrou que tudo o que está previsto em lei representa apenas o mínimo. Ao final, conduziu um quiz interativo, cuja vencedora foi Jaciara Oliveira, que recebeu um livro autografado.

Na segunda parte do evento, André Romagosa, conduziu uma roda de conversa marcada por relatos emocionantes e inspiradores. As colaboradoras Carla Godoy, Isabela Tavares, Érica Oliveira e o paratleta Rodolfo Cano, compartilharam suas vivências com a deficiência e os desafios diários impostos pela falta de acessibilidade.

“Minha deficiência auditiva não é visível, foi adquirida ao longo da vida e passei por um processo de reconstrução da minha imagem. Meu primeiro sentimento foi de incapacidade, recebendo olhares de ‘coitada’. Mas busquei autoconhecimento para encontrar aceitação e apoio. O que mais me incomoda é a falta de respeito à inclusão. A minha deficiência, por ser invisível é questionada, mas consegui me posicionar e sempre demonstro como quero ser tratada e vista”, Carla Godoy.

“Sofro de má formação na coluna e antes da aceitação, tive que entender como o mundo e as pessoas me viam. Esta é uma questão que sempre estará presente na minha vida. Faço arquitetura e urbanismo para ajudar a transformar o mundo num lugar melhor para as pessoas com deficiência”, Isabela Tavares.

“Minha missão sempre foi mostrar que as pessoas com deficiência levam uma vida normal e a acessibilidade ampliaria isso. A melhor forma de viver é com otimismo e compartilhar isso com as pessoas. Sempre fui uma pessoa bem pra frente e me orgulho disso. Sou persistente e isso fez a diferença na minha vida”, Érica Oliveira.

“O esporte foi minha porta de entrada para um mundo melhor. Competindo, conheci diversos países e conquistei medalhas. Muitos países são superiores ao Brasil em acessibilidade, em Cuba vivi uma experiência ruim. O esporte promove a inclusão de uma maneira mais fácil que a educação ou qualquer outro evento social. O Brasil é um potência no esporte paralímpico: em 2024, ficamos em 5º lugar na paraolimpíada”, Rodolfo Cano.

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